Em um mercado que por anos valorizou transformações evidentes, a biomédica Dra.
Alyce Assunção defende uma estética mais sofisticada: menos excessos, mais
individualidade e resultados que preservam a identidade.
O conceito de luxo está mudando – e a estética acompanha esse movimento. Se durante anos
procedimentos facilmente identificáveis, volumes marcados e transformações expressivas
ocuparam espaço nas redes sociais, uma nova percepção de beleza começa a se consolidar:
quanto mais natural e individualizado o resultado, mais sofisticado ele se torna.
A busca já não está necessariamente em parecer diferente. Está em parecer melhor.
É dentro dessa visão que a biomédica Dra. Alyce Assunção desenvolve seu trabalho,
defendendo tratamentos pensados a partir das características individuais de cada paciente e
não de padrões estéticos previamente estabelecidos.
“Para mim, sofisticação na estética está muito mais relacionada à precisão do que à
quantidade. O paciente pode sair melhor, mais bonito e mais harmônico sem que as pessoas
consigam identificar exatamente o que foi feito”, afirma Alyce.

Da transformação para a preservação
O movimento também representa uma mudança importante na relação entre pacientes e
procedimentos estéticos.
Em vez de buscar um determinado formato de rosto ou reproduzir características que estão em
evidência nas redes sociais, cresce o interesse por tratamentos capazes de preservar aquilo
que torna cada pessoa única.
Para Alyce, essa individualização é essencial.
“Quando olho para um paciente, não penso em encaixá-lo em um padrão. É preciso observar
suas proporções, seus traços, sua expressão e entender o que realmente pode ser valorizado.
A estética deve respeitar a identidade, não substituí-la”, explica.
Essa filosofia também exige uma atuação mais criteriosa do profissional. Nem sempre realizar
mais procedimentos significa alcançar um resultado melhor. Em alguns casos, a sofisticação
está justamente na capacidade de reconhecer o limite.
“Existe muita elegância em saber onde parar. O excesso pode tirar justamente aquilo que
buscamos preservar: a naturalidade e a identidade daquele rosto”, ressalta.

Exclusividade também significa personalização
Assim como acontece na moda, na hotelaria e em outros segmentos ligados ao universo do
luxo, a personalização passa a ocupar um lugar central também na estética.
O tratamento deixa de ser uma sequência padronizada de procedimentos para se tornar um
planejamento pensado para aquele paciente, considerando características anatômicas, idade,
estilo de vida e objetivos individuais.
É uma mudança que coloca a experiência e a qualidade do resultado acima da quantidade de
intervenções.
“Duas pessoas podem chegar ao consultório com a mesma queixa e não necessariamente
receberão a mesma indicação. É justamente essa leitura individual que permite construir
resultados mais refinados”, explica Alyce.
Quando ninguém sabe dizer o que mudou
Talvez a melhor definição dessa nova estética esteja na reação de quem observa o resultado.
Em vez da pergunta “o que você fez?”, o objetivo passa a ser ouvir comentários como “você
está diferente”, “está com uma aparência ótima” ou “parece mais descansada”. Sem que o
procedimento seja o protagonista.
“O resultado que considero mais sofisticado é aquele que desperta uma percepção positiva
sem entregar a intervenção. As pessoas percebem beleza, cuidado e harmonia, mas não
conseguem apontar exatamente o que mudou”, afirma a biomédica.
Para Dra. Alyce Assunção, essa mudança mostra que a estética entra em uma fase mais
madura, na qual técnica e bom senso precisam caminhar juntos.
“Luxo não é fazer tudo o que está disponível. É ter um tratamento pensado para você,
respeitando seus traços e sabendo exatamente o que fazer – e também o que não fazer”,
conclui.
Em tempos de rostos cada vez mais expostos e tendências que mudam rapidamente, preservar a própria identidade talvez tenha se tornado uma das formas mais contemporâneas de exclusividade
(Crédito: Arquivo Pessoal)



